quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lava casa



Cabral vira réu pela 21ª vez na Lava Jato
  • 31/01/2018 15h25
  • Rio de Janeiro




Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
A Justiça Federal aceitou hoje (31) mais uma denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que se torna réu pela 21ª vez na Operação Lava Jato. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a nova denúncia foi baseada nas operações Calicute, Eficiência e Mascate, desdobramentos Lava Jato no Rio, e trata de mais de 200 atos de lavagem de dinheiro.
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Além de Cabral, mais seis pessoas são acusadas na denúncia: Ary Ferreira da Costa Filho, Sérgio Castro de Oliveira, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, Sonia Ferreira Batista, Jaime Luiz Martons e João do Carmo Monteiro Martins. A decisão foi assinada pela juíza Carolina Vieira Figueiredo. Ela integra a 7ª Vara Federal Criminal, cujo juiz titular é Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que está de férias.


O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral está preso desde novembro desde 2016 Antônio Cruz/Arquivo Agência Brasil

De acordo com a denúncia, apresentada ontem (30) pelo MPF, Cabral liderou uma organização criminosa para lavar dinheiro de propina, que atuou entre outubro de 2007 e agosto de 2014. No grupo, Ary Filho e o assessor do ex-governador Sérgio Castro de Oliveira, conhecido como Serjão, eram os operadores financeiros.

Sérgio Cabral já foi condenado em quatro dos 21 processos em que é réu. As penas somam 87 anos de prisão. Atualmente, o ex-governador está preso em Curitiba, para onde foi transferido há cerca de duas semanas. A mudança foi determinada pelo juiz Sérgio Moro e pela juíza Caroline Vieira Figueiredo. Ambos entenderam que Cabral vinha gozando de privilégios onde estava preso até então, na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio.
Edição: Luana Lourenço
 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Lamentamos



IBGE: 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos não frequentam escolas no país

  • 21/12/2017 11h43
  • Rio de Janeiro
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil*

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens Arquivo/Agência Brasil

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional no ano passado.

As razões mais frequentes para não estarem estudando foram por motivo de trabalho, seja porque trabalhava, estava procurando trabalho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (41%); não tinha interesse em continuar os estudos (19,7%); e por ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais (12,8%).

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Além disso, entre eles, 24,1% disseram não ter interesse, e 8,2% já tinham concluído o nível de estudo que desejavam.

Para as mulheres, o motivo relacionado a trabalho para não estudar também foi o mais frequente (30,5%); 26,1% delas alegaram ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais, proporção 30 vezes superior à observada entre os homens; e 14,9% não tinham interesse.

No Brasil, em 2016, havia 51,6 milhões de pessoas de 14 a 29 anos de idade. Desse total, 13,3% estavam ocupadas e estudavam; 20,5% não trabalhavam e não estudavam; 32,7% não trabalhavam, mas estudavam e 33,4% estavam ocupadas e não estudavam.
Entre os homens nesse grupo etário, 14,7% não trabalhavam nem estudavam. No caso das mulheres, esse percentual chegou a 26,4%. Em relação à cor ou raça, a maior diferença entre os grupos foi estimada para as pessoas que não trabalhavam nem estudavam: 16,6% para as de cor branca e 23,3% para as pretas ou pardas.

Educação profissional
Em 2016, entre os 8 milhões de estudantes do ensino superior de graduação no Brasil, 842 mil frequentavam cursos tecnológicos, o que corresponde a 10,5% do total de alunos do ensino superior. A graduação tecnológica tem enfoque específico em uma área profissional, duração de 2 a 3 anos, e sua conclusão confere diploma de tecnólogo.
Em relação ao curso técnico de nível médio, 2,1 milhões cursavam essa modalidade de educação profissional destinada aos estudantes de ensino médio ou às pessoas que já o tinham concluído.

Em 2016, entre as 75,3 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estudavam na Alfabetização de Jovens e Adultos ou no ensino fundamental e aquelas que fizeram, no máximo, o ensino fundamental (ou equivalente), 0,8% estavam frequentando curso de qualificação profissional, o que equivale a 568 mil pessoas.

Cerca de 15,8 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade já haviam frequentado, em algum momento, algum curso de qualificação profissional, modalidade mais acessível da educação profissional, composta de diversos cursos que visam a capacitar o indivíduo para o trabalho em uma determinada ocupação sem, porém, aumentar seu nível de escolaridade
Edição: Maria Claudia

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Perseguição, politicos corruptos soltos, empresários presos



Ministro do STJ mantém prisão de Joesley e Wesley Batista


  • 31/10/2017 20h19
  • Brasília
André Richter - Repórter da Agência Brasil
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti Cruz negou hoje (31) pedido de liberdade feito pela defesa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F. Os dois estão presos preventivamente por uma decisão da Justiça Federal em São Paulo.
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No processo, os acusados respondem pelo crime de insider trading (informação privilegiada), sob a suspeita de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada para venderem e comprarem ações da JBS no mercado financeiro.

Na decisão, o ministro entendeu que a prisão preventiva dos acusados é necessária para assegurar o prosseguimento das investigações. Segundo Schietti, mesmo assinando acordo de delação premiada, Joesley e Wesley continuaram a praticas atividades ilícitas.

Além do processo sobre a venda das ações, Joesley tem outro mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, a prisão por tempo indeterminado foi requerida pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele. O procurador concluiu que Joesley omitiu informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.
Edição: Amanda Cieglinski